Porque até a crítica mais construtiva pode deixar as orelhas a arder
Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Internet e o sexo seguro

 

Oiço, leio, assisto a mais uma discussão pública acerca dos perigos da Internet, e de como os nossos jovens estão expostos, indefesos, a todos esses perigos.
Mais uma vez, a desculpa do costume disfarçada sob a forma de pergunta: será que as pessoas estão informadas? Esta é a primeira, mas logo de seguida a medalha de prata: será que os pais estão a tomas as atitudes correctas para proteger os seus filhos dos perigos da Internet.
Todo este alarido lembra-me outros tempos, em que a discussão pública premente era sobre a SIDA e a utilização do preservativo. Já nessa altura a pergunta para o prémio grande era: será que as pessoas estão informadas?
Felizmente que nesses tempos não se colocava a pergunta para o segundo prémio, aquela acerca do que os pais faziam para proteger os filhos. Talvez porque nessa altura os jovens fossem, um pouco, mais responsáveis e não dependessem inteiramente da protecção dos pais. E ainda bem. Não gostaria nada que, no meio dos amassos, aparecesse o meu pai a perguntar: então, já puseste o preservativo?
Mas, em boa verdade, nessa altura andávamos todos em informados acerca dos perigos do sexo sem preservativo. E, mesmo assim, corríamos riscos. Não por o querermos fazer deliberadamente, mas porque no meio do calor, e de algumas pressas normais da juventude, quando o pessoal se lembrava disso já era tarde. Aliás, e felizmente, dos meus conhecimentos pessoais, foram mais os casos de gravidezes inesperadas e casamentos à pressa (muitos dos quais já terminaram) do que casos de SIDA.
A comparação com o que se passa hoje com a discussão acerca da Internet e dos seus perigos não se fica por aqui.
Já no passado eram os jovens os melhores informados acerca do uso do preservativo, e dos perigos do seu não uso, do que o pais. E mesmo quando os pais estavam informados, muitas vezes não tinham à-vontade para discutir os temas com os filhos.
Também hoje os jovens estão perfeitamente informados acerca da Internet e dos seus perigos. E se a utilizam de forma pouco segura não será por falta de informação, mas, na maioria dos casos, por falta de cuidado. E, também hoje, se existe alguma falta de conhecimento será mais ao nível dos pais. Os quais, mais uma vez, terão pouco à-vontade para discutir com os filhos um tema que os filhos conhecem melhor do que eles, muitas das vezes.
Para além de tudo isto, com a facilidade com que hoje em dia os jovens conseguem aceder à Internet a partir de várias plataformas (pc, telemóvel, etc), é completamente inviável que os pais consigam controlar tudo o que os filhos fazem na Internet.
Portanto, talvez o papel dos pais, neste caso, seja o de educar os filhos de forma a que sejam jovens conscientes e responsáveis. Já se sabe que mesmo assim eles irão correr riscos, faz parte do crescimento, mas talvez corram riscos menores e estejam mais atentos aos sinais de perigo.

Nenhum jovem vai deixar de se enrolar com a miúda gira se ela se puser a jeito, mas talvez o faça com mais cuidado.




Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Banco Privado Português

A fraude ganhou vida

 

Pode ler-se hoje na imprensa, embora também já tenha sido notícia em dias anteriores, que alguns clientes do BPP estão a receber extractos nos quais constam notas de dívida.

 

Ou seja, não só o banco (propositadamente em caixa baixa) desbaratou o dinheiro que os clientes lhe confiaram, como ainda lhes está a pedir mais dinheiro para pagar os empréstimos que contraiu.

 

Isto sim é alta finança. Será caso para dizer que a fraude ganhou vida própria!

 

 

A inveja, esse sentimento português

 

Vejo os comentários da populaça às notícias sobre o BPP.

 

Inevitavelmente acabam sempre por aparecer uns cromos defendendo que o banco deveria falir e os clientes ficar sem o dinheiro. Isto porque o BPP era um banco de investimento, e quem tem dinheiro em bancos de investimento merece perdê-lo, até porque “sabe-se lá de onde veio esse dinheiro”.

 

Também já li, e inclusivamente ouvi, outra melhor. “Quiseram ir atrás do lucro fácil, não era? Pôr o dinheiro num Banco que dava grandes rentabilidades, então é bem feito que fiquem sem ele.”

 

Obviamente que quem escreveu estes comentários não tinha um tostão no BPP. Mas tinha pena!




Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Quem te manda a ti sapateiro tocar violão…

Manuel Alegre quer um partido. Aliás, desde as presidenciais que já se percebeu o que Manuel Alegre quer: ele quer uma plateia para quem declamar!

 

Não teve o apoio oficial no PS nas presidenciais, mas avançou na mesma. Homem de coragem! Felizmente que não venceu, senão teríamos os fins-de-semana de poesia no Palácio de Belém. E, para demagogia, já chega o palácio de São Bento!

 

De seguida fez a sua birra. Saía para criar um partido, ou saía para não criar coisa nenhuma. Ou talvez não saísse. Não Saiu! O seu amor pelo PS impedia-o de abandonar a sua plateia de sempre.

 

Mas a sua plateia parecia não estar muito interessada em poesia, e também pareceu não agradar todo o tabu criado, e a indecisão que transparecia não dava grande confiança.

 

Eis então que o poeta resolve piscar o olho à esquerda mais à esquerda, esperando captar novos fãs entre a turba juvenil bloquista fascinada pela imagem cultural de esquerda. Bem tentou, mas se a cúpula bloquista lhe deu tempo de antena, também teve o cuidado de não lhe dar poder.

 

Mais uma vez se voltou para dentro, para a sua plateia do coração. O PS recebeu-o de novo. Verdade seja dita, porque também precisavam dele para manter junta a ala esquerda.

 

Mas agora Manuel Alegre mostrou finalmente o que quer. Ele quer o PS só para ele. E quer que o PS vire à esquerda, numa visão lirista de esquerda. Ou seja, Manuel Alegre gostou da plateia bloquista, e agora quer fazer do PS uma idêntica mas à sua maneira.

 

Não interessam os métodos, desde que consiga a sua plateia. Não lhe interessam os impactos para o país. O que lhe interessa é que o PS perca de forma retumbante as próximas eleições, pois só assim conseguirá tomar o PS para sí. E para isso já começou a fazer campanha, ameaçando com a fracturação do partido se não houver uma viragem à esquerda. Na prática o que ele está a fazer é apelar a essa mesma fracturação, implodindo o partido e, ao mesmo tempo, passando para fora uma imagem de instabilidade.

 

Os restantes partidos podem-lhe agradecer, pois a sua sede cega por uma plateia pode levar o PS senão ao fundo, pelo menos para águas profundas.

 

O que dá um poeta a querer ganhar uma plateia à custa de cena política, é que poderemos vir a ter um governo PSD, com uma oposição feita de Bloco e PCP, enquanto o PS adormece ao som de belas declamações.


Estou...:


Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007
Assim vai a justiça
Ontem à noite, no programa Prós e Contras na RTP, o juiz conselheiro Fisher Sá Nogueira, fez questão de esclarecer a opinião pública acerca das condições deploráveis em que os pobres dos juizes portugueses têm que exercer as suas funções, dando como exemplo a utilização do fax enquanto meio de transmissão de documentos. Segundo este juiz conselheiro, quando os documentos se encontram escritos (ou impressos, presumo eu) dos dois lados, obriga a que o funcionário tenha que primeiro fotocopiar o documento antes de o enviar por fax, implicando assim maiores demoras.

Em seguida, o excelentíssimo juiz conselheiro esclareceu também que, no caso conhecido como “Caso Esmeralda”, mais em particular no caso do Habeas Corpus assinado por mais de 10.000 peticionários requerendo a libertação do sargento Luís Gomes, as custas judiciais devem ser individualizadas. Ou seja, os 480,00€ de custas judiciais, segundo este juiz conselheiro, deverão aplicar-se a cada um dos 10.000 subscritores da petição. Aproveitou ainda o excelentíssimo para lembrar que a cobrança destas custas, quando não pagas de livre vontade, poderá ser efectuada de forma coerciva.

Ora bem, 480,00€ vezes 10.000 peticionários, são... 4.800.000,00€! (E não 480.000 como já ouvi hoje)

Ora, penso eu... Quase 5 milhões de euros com um só processo. Imagine-se o valor total ao fim de um ano judiciário!

E, mesmo assim, os pobres dos juizes têm que exercer a sua actividade em condições tão deploráveis, chegando, inclusivamente, a ter que utilizar faxes para a expedição de documentos?! Mas, posto isto, afinal quanto é que será necessário para pôr a justiça em Portugal a funcionar?

Conclusão: Se você for brasileiro, jogador de futebol num clube bastante conhecido, e estiver a conduzir bêbado (sim, com 1,44) será punido com 40 dias de trabalho comunitário. Mas se, ao contrário, você for um cidadão anónimo português e decidir intervir civicamente, assinando uma petição, então correrá o sério risco de ter de pagar 480,00€.

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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007
Prazeres obscuros...

Em relação ao dossier dos voos da CIA, e mais em particular no que toca à envolvencia portuguesa neste tema, gostaria de expressar a minha pessoal, repito, pessoal, opinião:


Dra. Ana Gomes...


TENHA VERGONHA!


Talvez agora tenha conseguido o seu intento pessoal, que não parecia passar por mais do que alguma projecção pessoal.

Algumas observações que ouvi desta senhora, algo ao estilo futebolístico, do género, ouvi dizer, tenho as minhas fontes que não posso revelar, e afins, levam-me a crer que esta situação, mais em concreto as determinações específicas da Comissão Europeia para este assunto em relação a Portugal, apenas serviram o propósito desta senhora em obter algum protagonismo.

Afirmações de que teria tido acesso a “informações segundo as quais haveria, hipoteticamente, passageiros destes voos a sair dos aviões, agrilhoados como animais na Base das Lajes”, sempre segundo fontes não declaráveis. Alegações a tratamentos destes presumíveis passageiros como animais, e afins...

Sinceramente, toda esta história, e em especial a conclusão da Comissão Europeia, me deixa a sensação que esta senhora sofre apenas de um  problema de falta de protagonismo.

Como conclusão, não sei realmente quais as razões por detrás dos comportamentos desta senhora, eleita e, especialmente, paga por todos nós. Mas, o que é um facto, é que esta senhora, aparentemente de forma deliberada, decidiu sujar o nome do nosso país em troca de algum protagonismo!




Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007
High volt
high volt.jpg



defribillate
defribillate.jpg



explosion
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Emergency rescue...

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Doc, did we have arrived too late?

Don’t really know, my dear. But we’ll do everything we can to save the patient!

Oh, Doc... Please do’ it.

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Ready! Charge one hundred! Clear!

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Nothing!

We must try harder!

Ready! Charge two hundred! Clear!

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Nothing yet!

This one seams to be tough than I’ve thought! We should try a man’s voltage:

high volt.jpg

But, Doc... Shouldn’t we try it on he’s ears? After all...

You’re right my dear. Let’s see if we can save him!



Continues...

PS: I’ve asked for some help to Dr. House in order to try to save this blog. Let’s see what happens...



Segunda-feira, 13 de Março de 2006
Protocolo

Assistindo ao Telejornal, uma destas noites, fiquei a saber que Mário Soares, na cerimónia de tomada de posse de Cavaco Silva não o foi cumprimentar no final, como indica o protocolo.

De acordo com a justificação adiantada, Mário Soares o fez porque iria ter que esperar mais de uma hora na fila para poder cumprimentar o novo presidente da república.

Sinceramente, esta explicação deixa muito a desejar. Porque motivo Mário Soares não podia esperar uma hora na fila?!

Seria por causa da idade?
Durante a campanha eleitoral todos os seus apoiantes defenderam que a idade de Mário Soares não seria impedimento para que cumprisse com as suas obrigações presidenciais. Portanto não deverá ter sido por causa da idade, que deixou de cumprir com o protocolo.

Seria uma questão de Status?
Certamente que Mário Soares não pensará ter um status que lhe permita passar à frente do comum dos mortais. Isso seria pouco democrático, e uma grande falta de respeito para com o resto das pessoas presentes.

Seria por não respeitar o presidente eleito, ou o adversário?
Bem, se ele se candidatou à presidência, certamente terá respeito pela função. E, acreditando em todos os que apoiaram e defenderam a sua candidatura, o homem tem todas as qualidades necessárias para ocupar a presidência. E isso incluirá, obviamente, o respeito pelos adversários, bem como o fair play necessário para assumir as derrotas.

Em conclusão, se não foi por uma questão de idade, nem de status, nem sequer por falta de respeito, então só pode ter sido por um motivo: falta de educação!
Ainda bem que não votei nele.




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